E mais uma vez, a história se repete. Nascemos em um lar cristão, crescemos dentro da igreja, nos tornamos pastores, líderes, etc., mas mesmo assim, será que realmente conhecemos nosso Pai?
Na parábola do filho pródigo, contada por Jesus, todas as atenções se voltam ao filho que deixou sua casa e foi para o mundo gastar a herança que havia recebido de seu pai. Mas, nos esquecemos que existe um outro filho. E é exatamente o perfil do segundo filho que tem enchido nossas igrejas. Muitas pessoas que já estão há anos na igreja, nunca chegaram a descobrir nem um pouquinho das maravilhas de pertencer ao Pai Celestial.
Cantam, pregam, dançam, ministram, mas mesmo assim não conseguem ver que também são filhos. Deixaram o primeiro amor. Suas obras são mortas. Fazem muitas coisas, mas se esquecem do principal, o amor. Estão tão preocupadas com suas liturgias, com seus compromissos e também acabam se esquecendo do amor do Pai.
E assim, quando um “filho pródigo” retorna ao lar, recebe novas vestes, um anel em seus dedos, sandálias em seus pés e ainda mais, uma festa para comemorar seu retorno, o filho “mais velho” fica com ciúmes. O filho mais velho então reclama com seu pai que ele nunca pode matar nem mesmo um cabrito para comemorar com os amigos.
Tantas vezes, vemos nas igrejas, filhos assim, que quando um desviado retorna para o lar, e logo recebe um dom espiritual, alguma dádiva do Senhor, ficam com ciúmes. Porém isso acontece porque não conhecemos realmente o Pai Celestial. Mas nosso Pai, com todo amor, nos diz: “Meu filho, tu sempre estás comigo; tudo que é meu é teu.” (Lucas 15.31)
Precisamos conhecer o Pai Celestial. Um Pai que nunca nos abandona. Um Pai que cuida de nós. Um Pai que mesmo depois de tantos anos, nunca deixou de nos amar. Esse é o nosso Pai. Um Pai de amor.
Douglas Touzo
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